Sempre que desenvolver um objeto ou produto, tem que pensar sempre como a pessoa iria usar, se vai atender as necessidades, se é fácil de usar, etc.. E também tem crescido bastante a importância de ergonomia para ter conforto enquanto usa.
Os cientistas japoneses são os grandes desenvolvedores de robôs. Há algum tempo li uma matéria, que eles já criaram um robô que tem cerca de um metro de altura, cuja a sua função é limpar o chão. Ele é programado para não bater em algum material sólido a sua frente, quando precisa ir para outro andar, ele “chama” o elevador, emite sinais para o elevador parar no andar em que se localiza, e quando a bateria está acabando, ele mesmo vai até uma tomada e carrega sozinho.
Como o Japão é uma população idosa, um outro projeto foi desenvolvido para atender os idosos que estavam com dificuldade de locomover, além dos deficientes físicos. É um vestimenta com ferros nos lados, e nosso cérebro emite sinais para um determinado membro para executar alguma tarefa, esse robô capta e realiza para o humano, pode suportar peso até de 30 quilos. Há também versões para pessoas que tem paralisia parcial, da cintura pra baixo, as pessoas podem alugar por USD 2,2 mil por mês.
O cientista Hiroshi Ishiguru da Universidade de Osaka, desenvolveu um Android (Q1) que é parcialmente coberto de silicone SKINlike. A sua semelhança com um ser humano é fantástica. Q1 é alimentado por um compressor de ar nas proximidades, e tem 31 pontos de articulação na sua parte superior do corpo. Os sensores internos permitem que o andróide de reagir "naturalmente". É possível bloquear um tapa tentada, por exemplo. Mas é o pouco, "inconsciente" que dão movimentos do robô de sua verossimilhança assustadora: a leve vibração das pálpebras, a sutil subir e descer do peito, a constante, quase imperceptível mudança tão familiar para os seres humanos. Qual a finalidade de criar um robô humano? Talvez cuidar de seus filhos, idoso, fazer compras. Já temos população mundial de 6 bilhões de pessoas, e a tendência é aumentar. Como ficaria a convivência social com eles? Com eles vamos nos tornar cada vez mais individualista, pode até deixar de ver o vizinho, pois o robô iria realizar todas as necessidades. Library RFID (tags) é um projeto já adotado no Japão onde as tags são colocadas dentro do livro contendo informações de título, autor, edição, etc. do próprio livro, e também pode ser colocado informações de quem o alugou, nome, endereço, a data que pegou, a data que tem devolver. E isso entra no sistema da própria biblioteca.
É uma ótima idéia, mas acho que aqui no Brasil, isso não iria dar muito certo, as pessoas iriam arrancar esse tag, e ter passado informações erradas a biblioteca.
Referências:
O que é computação pervasiva?
Android Q1
Robô que ajuda a locomover (1) e (2)
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